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sexta-feira, maio 22 2009 - 04:26
por Marco Hollanda A
Negligência da Guarda ataca até os membros do alto escalão do Governo
Federal. A vítima da vez foi o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc.
Nosso ministro legalized foi convidado pela Comissão de
Segurança Pública da Câmara dos Deputados para explicar a participação
na Marcha da Maconha do Rio de Janeiro. O requerimento foi feito pelo
deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), que 'enquadrou' Minc com o argumento
de que ele "ao pregar a liberalização da maconha, acaba por fazer
propaganda genérica que induz a utilização de entorpecentes ou drogas
afins, configurando o tipo penal de apologia ao crime", disse. Agora
que o Hemponauta já está por dentro do ocorrido, vamos analisar mais um
pouco esta ação da guarda, que hoje é representada pela figura de
Laerte Bessa. O nobre deputado também atacou a legitimidade da Marcha da Maconha.
“Se for permitida a apologia à descriminalização do uso da maconha,
deve-se permitir, também, a apologia ao homicídio, ao racismo à
corrupção, pois tudo se resumiria, ao final, de livre manifestação do
pensamento”, disse Laerte. Essa é digna de uma gargalhada
daquelas soltadas em um estado de chapação bem elevado. Com essa
citação o deputado coloca a proibição da maconha como algo que sequer
pode ser questionado. Um posicionamento que poderia ser justificado se
Laerte Bessa fosse membro de algum governo ditatorial, que garante a
legitimidade do seu poder silenciando o povo. Só que nossa excelência
faz parte do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Fica algo muito incoerente esse posicionamento partir um membro do partido que possui a palavra democrático no nome? Ou será que estou fumando demais e meus neurônios estão se destruindo?
Em
entrevista a TV Globo, o deputado classifica Minc como criminoso por
fazer apologia a uma droga. Desta vez o deputado, que também é
delegado, faz uma interpretação do conceito de apologia que merece
outra gargalhada. Laerte Bessa me fez lembrar o
Secretário Beltrame, quando o mesmo culpou o usuário de drogas pela
guerra entre traficantes e polícia no Rio de Janeiro. Ambos apresentam
uma argumentação que não condiz com o cargo de poder que ocupam.
Podemos esperar declarações desse nível partindo de pessoas que são
praticamente excluídas do acesso a educação e que formam sua opinião a
partir do que dizem esses mesmos governantes. Ou seja, além de
apresentarem opiniões construídas sem um mínimo de conhecimento sobre o
tema e recheadas de preconceitos, Beltrame e Bessa contribuem para
fundamentar ainda mais um dogma que se mostra cada vez mais
insustentável. No site da Câmara, você também
pode conferir detalhes de toda a vida parlamentar de Laerte. É só
procurar o nome dele na relação e pesquisar por informações completas: http://www2.camara.gov.br/deputados/index.html Para finalizar, não podia faltar o e-mail do nosso digníssimo Deputado Estadual. dep.laertebessa@camara.gov.br
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