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terça-feira, junho 30 2009 - 11:36
PSOL entra com representação contra Sarney e Renan
Escrito por Assessoria de Comunicação (www.psol.org.br)
Ter, 30 de Junho de 2009 12:13
O PSOL protocolou no início da tarde desta terça-feira (30)
dois pedidos de investigação pelo Conselho de Ética do Senado. Um deles é
direcionado ao presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), e outro
contra o ex-presidente Renan Calheiros (PMDB-AL).
"Não dá para analisar os fatos de hoje sem fazer uma
conexão histórica. Por isso, o conselho deverá analisar todo o período de 95 a
2009", afirmou o senador José Nery (PSOL-PA), referindo-se ao tempo em que
Agaciel Maia ocupou a direção-geral do Senado.
Para ele, a representação protocolada na secretaria da Mesa
Diretora é uma forma de "pressionar" pela reativação do Conselho.
Como não teve seus integrantes indicados pelas lideranças partidárias no início
deste ano, o órgão não está funcionando atualmente. "Ao se protocolar a
representação, obriga-se a Mesa a instalar o Conselho de Ética. E, além da
pressão dos partidos, tem também a pressão social", disse Nery.
Argumentos
No caso do atual presidente José Sarney, a representação
lista os parentes do senador que teriam sido nomeados por meio de atos
secretos, conforme reportagem da Folha de S.Paulo citada no documento.
Entre os nomeados estariam João Fernando Sarney, neto do
representado, Vera Portela Macieira Borges e Maria do Carmo Macieira, sobrinhas
de Sarney, Isabella Murad Cabral Alves dos Santos, sobrinha de Jorge Murad,
genro do representado, e Virgínia Murad de Araújo, também parente de Murad,
como lembra a representação.
"Diante de tais fatos, o representado nada fez até o
momento, se restringindo a discursar sobre o problema afirmando ser uma questão
institucional. Não anulou os atos, não tomou medidas saneadoras, deixando de
preservar o Senado Federal, bem como a integridade pública", afirma o
partido.
Outra denúncia citada na representação está relacionada à
suposta participação do neto de Sarney, José Adriano Cordeiro Sarney, em um
esquema de empréstimos consignados no Senado.
A representação contra Renan Calheiros, que foi presidente
do Senado entre 2005 e 2007, argumenta que os atos secretos usados para criar
cargos e aumentar salários também "beneficiaram o representado, em várias
ocasiões, através de contratação de apadrinhados".
"Não bastasse a obrigação de zelar pelos atos da Mesa
Diretora, o representado se beneficiou da não publicação de determinações -
nomeações e contratos - que criaram obrigação pecuniária para o Senado Federal
e prestígio ao seu presidente e seus diretores. O representado foi, diretamente
ou não, beneficiado com a nomeação irregular de pessoas", afirma o
partido, no documento.
Outra investigação solicitada pelo PSOL refere-se ao esquema
de concessão de empréstimos consignados a funcionários da Casa, "fato de
intensa gravidade, possivelmente também praticado no período da gestão do
representado".
Nos dois casos, a representação solicita instauração de
processo disciplinar por suposta quebra de decoro parlamentar, investigação dos
contratos e licitações realizados na Casa e, no caso de Sarney, investigação do
ato que delegou poderes ao ex-diretor-geral Agaciel Maia.
A representação é assinada pela presidente do PSOL, Heloísa
Helena, vereadora em Maceió (AL).
Fonte: Claudia Andrade, UOL Notícias
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