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terça-feira, outubro 27 2009 - 10:08
Manifesto público
Contra o “revide”
da Segurança Pública do Rio de Janeiro
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As
operações policiais que estão sendo realizadas pela polícia do Rio de Janeiro
desde o dia 17 de outubro, após a queda de um helicóptero no morro São João, no
Engenho Novo, próximo ao Morro dos Macacos, já têm um saldo de mais de 40
pessoas mortas e um número desconhecido de feridos. É o resultado evidente de
uma política de segurança pública baseada no extermínio e na criminalização da
pobreza, que desconsidera a vida humana e coloca os agentes policiais em
situação de extrema vulnerabilidade.
A
lamentável queda do helicóptero e a morte dos três policiais não pode servir
como mais um pretexto para ações que, na prática, significam apenas mais
violência para os moradores das comunidades atingidas e mais exposição à vida
dos policiais. Ao se utilizar do terror causado pelo episódio para legitimar
ações que violam a lei e os direitos humanos, o Estado se vale de um sentimento
de vingança inaceitável. Em outras palavras, aproveitando-se da sensação de
medo generalizada, o governo de Sérgio Cabral oculta mais facilmente as
arbitrariedades e violações perpetradas nas favelas, como o fechamento do
comércio, de postos de saúde e de escolas e creches – além, é claro, das
pessoas feridas e das dezenas de mortos.
A
sociedade carioca não pode mais aceitar uma política de segurança pautada pelo
processo de criminalização da pobreza e de desrespeito aos direitos humanos.
Definitivamente, não é possível jogar com as vidas como faz o Estado contra os
trabalhadores – em especial os pobres, os negros e os moradores de favela – utilizando-se
como desculpa a chamada “guerra contra as drogas”.
As
organizações da sociedade civil, movimentos sociais, professores da rede
pública e outros preocupados com a situação que há cerca de uma semana mobiliza
o Rio de Janeiro se uniram para exigir o fim das incursões policiais baseadas
na lógica do extermínio e a divulgação na íntegra da identidade dos mortos em
conseqüência dessas ações. Até o fim da semana, o coletivo fará visitas às
comunidades atingidas e se reunirá com moradores para ouvir relatos
relacionados à violência dos últimos dias. Na quinta-feira, dia 5 de novembro,
haverá um ato em frente à Secretaria de Segurança Pública, no Centro do Rio.
Rio de Janeiro, 27 de
outubro de 2009
Justiça
Global
CRP –
Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro
SEPE
- Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação
DDH
- Defensores de Direitos Humanos
Grupo
Tortura Nunca Mais
CDDH
- Centro de defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis
Central
de Movimentos Populares
Projeto
Legal
Rede
de Comunidades e Movimentos Contra a Violência
Centro
de Assessoria Jurídica Popular Mariana Criola
PACS
– Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul
MNLM
– Movimento Nacional de Luta pela Moradia
Mandato
do Deputado Estadual Marcelo Freixo
Mandato
do Deputado Federal Chico Alencar
Mandato
do Vereador Eliomar Coelho
DPQ –
Movimento Direito Pra Quem?
Fazendo
Média
NPC –
Núcleo Piratininga de Comunicação
Agência
Pulsar Brasil
Revista
Vírus Planetário
ENECOS
- Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social
AMARC
– Associação Mundial das Rádios Comunitárias
APN –
Agência Petroleira de Notícias
O
Cidadão – Jornal da Maré
ANF –
Agência de Notícias das Favelas
Coletivo
Lutarmada Hip-hop
Conlutas
Intersindical
Círculo Palmarino
Fórum
20 de Novembro
ASSINE ESSE MANIFESTO EM -- http://www.ipetitions.com/petition/manifestosegurancapublica
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